Termina hoje primeira etapa de levantamento nacional sobre covid-19

Termina hoje (19) a primeira etapa do levantamento Evolução da Prevalência de Infecção por covid-19 no Brasil: Estudo de Base Populacional. Até esta segunda-feira, 15 mil pessoas em todo o país fizeram o teste para saber se tiveram contato com o novo coronavírus. O objetivo é testar até 100 mil pessoas e saber com que velocidade a população está criando anticorpos para o vírus.

As regiões Norte e Nordeste foram as que mais aplicaram testes até o momento, somando 8.106 testes. O estudo, financiado pelo Ministério da Saúde, coordenado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), do Rio Grande do Sul, e executado pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope), será realizado em três etapas e prevê em 133 municípios.

O objetivo do estudo é avaliar como o novo coronavírus se propaga pelo país, por meio da testagem de anticorpos na população. A coleta de dados está sendo feita nos domicílios pelos profissionais do Ibope. Em cada casa, é escolhido um morador para participar do inquérito. Na visita, a equipe do Ibope também disponibiliza um questionário sobre doenças preexistentes e possíveis sintomas da covid-19 nos últimos 30 dias, além da aplicação do teste rápido.

A expectativa é testar cerca de 33 mil brasileiros em cada etapa, sendo 250 pessoas em cada município selecionado. As próximas etapas de coletas estão previstas para 28 e 29 de maio e 11 e 12 de junho.

Problemas

Parte dos entrevistadores do Ibope Inteligência que formam a equipe encarregada de visitar quase 100 mil casas em 133 cidades, para aplicar testes sanguíneos capazes de identificar, rapidamente, se uma pessoa está infectada pelo novo coronavírus, foi impedida de trabalhar em cerca de 40 dos municípios selecionados para fazer parte da pesquisa financiada pelo Ministério da Saúde.

Segundo a administração da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), os pesquisadores estão de braços cruzados, esperando que os gestores municipais autorizem a seguir visitando as residências selecionadas, cujos moradores aceitem participar do estudo. 

Os administradores da UFPel lamentam a falta de apoio dos órgãos municipais aos entrevistadores treinados para ajudar no estudo que, segundo a UFPel, “pode salvar milhares de vidas” em meio a uma pandemia sem precedentes.

“Por mais que a comunicação formal do Ministério da Saúde aos municípios possa ter chegado muito perto do início da coleta de dados, nada justifica o comportamento de ‘xerifes’ assumido por alguns gestores municipais, que impedem ou atrapalham a realização de uma pesquisa”, afirmam os administradores da universidade, garantindo que os entrevistadores continuarão indo a campo para garantir a continuidade da pesquisa sobre a evolução da covid-19 no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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