Região envia recurso para reverter bandeira vermelha

A Associação dos Municípios do Planalto Médio do Rio Grande do Sul enviou ao Gabinete de Crise do Estado um recurso solicitando que seja reconsiderada a bandeira vermelha. A nova classificação foi apresentada no mapa preliminar da 15ª Rodada do Distanciamento Controlado.

Em documento, assinado pelo presidente da Amuplam, Eduardo Buzzati, prefeito de Pejuçara, pede que o Estado considere a melhora no número de hospitalização de pacientes infectados com Covid-19 na última semana e a variação no número de pessoas com coronavírus em UTI. Também solicita que seja observada as informações que não pertencem a esta região e que são relativas à ocupação de leitos de UTI.

“Antecipamos que do exame breve das informações atribuídas aos indicadores, resta evidenciada a inexistência da comparação dos números de hospitalizações confirmadas para Covid-19 registradas nos últimos 07 dias por 100 mil habitantes com o número de Leitos Covid-19 disponíveis fora da UTI Adulto, na medida em que esta disponibilidade comporta o aumento no indicador hospitalização, o que impacta decisivamente, por medida de justiça e adequação técnico-cientifica, na alteração no cálculo da bandeira “preliminarmente” conferida a esta região”, escreve Buzzati.

A Amuplam argumenta que embora tenha aumentado o número de internados em leitos Covid-19 e o número de hospitalizações para a doença nos últimos sete dias, não prejudica a capacidade de atendimento hospitaliar da região, pois os leitos destinados a pessoas infectados possuem uma taxa de ocupação de apenas 7,4%. Além disso,
a maioria das pessoas diagnosticadas com coronavírus sequer necessitam de hospitalização e realizam a recuperação em suas residências.

A associação também constatou uma melhora no indicador de variação do número de pacientes com Covid-19 em leito UTI pois, segundo o documento, há “conflito” nos dados de pacientes confirmados Covid-19 em UTIs e há pacientes pertencentes a outras regiões do Estado internados nos hospitais da região ocupando leitos de UTIs, o que influencia diretamente na classificação “preliminar”.

Cita como exemplo o Hospital de Caridade de Ijuís, que possui 24 leitos em sua UTI, onde apenas dois dos ocupados em Unidades Covid-19 são pacientes confirmados, e oito são pacientes suspeitos ou outra síndrome respiratória aguda grade, o que não coincide com os dados dispostos no sistema do Estado.

Além disso, quatro leitos de UTI estão sendo ocupados por pacientes que não são desta região, e sim da de Santa Rosa. Na opinião da Amuplam, estes não podem estes ser contabilizados para fins de ocupação de Leitos de UTI da região de Ijuí.

Já no Hospital Unimed, a associação afirma que merece retificação dos dados considerados para a
definição da bandeira vem a ser relativo ao número de pacientes internados em Leitos de UTI Adulto, pois dos sete pacientes internados, dois são pacientes pertencentes a de Palmeira das Missões, residentes na cidade de Braga. “Ou seja, não pode ser contabilizado para fins de ocupação de leitos da região de Ijuí.”

Também é solicitado que o Estado leve em consideração a ampliação da capacidade instalada de leitos
na região, proporcionada pela Portaria nº 2.012, de 7 de agosto de 2020, que autoriza, temporariamente, a utilização dos leitos de Hospitais de Pequeno Porte (HPP) para cuidados prolongados e estabelece recurso financeiro do Bloco de Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde – Grupo Coronavírus (COVID 19), a ser disponibilizado ao
Estado do Rio Grande do Sul e Municípios.

Conforme a Amuplam, três hospitais da região foram autorizados para utilização dos leitos de HPP para cuidados prolongados, sendo eles: Associação Hospitalar de Caridade de Campo Novo, a Sociedade Hospitalar Beneficente de Chiapetta e o Hospital de Caridade São Gregório de São Martinho.

O documento também destaca que houve melhora nos números de projeção de óbitos para o período de uma semana para cada 100 mil habitantes, que também deve ser considerado, comparado com as Regiões que se encontravam classificadas em bandeira vermelha nas semanas anteriores.

“Embora não desestimando a elevação nos indicadores que preponderaram para a definição da bandeira “preliminar” da Região R13, sendo eles o número de internados em leitos clínicos covid-19 no último dia e o número de hospitalizações confirmadas para covid19 registradas nos últimos 7 dias por 100 mil habitantes, entendemos que estes devem ser considerados colacionando-os com os Leitos Covid-19 Fora de UTI Adulto disponíveis, que estão com um baixo índice de ocupação”, conclui o documento.

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