Prefeitura de Panambi autoriza retorno das aulas presenciais para educação infantil na rede privada

A Prefeitura de Panambi autorizará por meio de decreto o retorno das aulas presenciais nas escolas privadas do município a partir do dia 21 de setembro, segunda-feira.

Conforme o prefeito Daniel Hinnah, somente os estabelecimentos que estiverem com o plano de contingência aprovado pelo Centro de Operações de Emergência municipal poderão retornar. Cabe às instituições decidirem se vão ofertar aulas presenciais ou não. 

Além disso, o prefeito reforça que as famílias não são obrigadas a enviar seus filhos às escolas. “Será opção dos pais que seus filhos frequentem as aulas”, reitera.

No início de setembro, o Governo do Estado publicou um decreto no qual autorizou as atividades presenciais a partir do dia 8 de setembro, começando pela educação infantil (crianças com 5 anos ou menos), seguido do ensino superior e médio (21 de setembro), fundamental anos finais (28 de outubro) e fundamental anos iniciais (12 de novembro). O documento também estabelece as normas e requisitos para o retorno das aulas na rede pública e privada.

No entanto, a decisão de autorizar ou não o retorno às atividades cabe às prefeituras. Em Panambi, assim como na maioria das cidades gaúchas, as aulas da rede municipal não retornarão no momento. 

Fizemos uma pesquisa no qual 93% dos pais de alunos da educação infantil de escolas públicas disseram que não enviarão seus filhos às aulas. Dá um sinal de que não é o momento de retornar e a população pode ficar tranquilo: se não houver segurança, uma situação estável de caso, não retornaremos às aulas ainda”, explicou o prefeito à Rádio Sulbrasileira em entrevista na semana passada.

Questionado pela reportagem, o prefeito afirmou que ainda não está confirmado o retorno das atividades presenciais para o ensino médio. “Ainda está em análise pela administração municipal, Secretaria Municipal da Educação, COE e Comitê Municipal”, afirmou. 

A nova realidade

Uma fita adesiva no chão da sala separa a classe dos alunos e da mesa do professor, sinalizando a necessidade de distanciamento de dois metros. Dispensers com álcool gel e cartazes com as regras de prevenção à Covid-19 preenchem as paredes dos corredores, que também receberam sinalizações para organizar a circulação de pessoas para evitar aglomerações.

Esta é a nova realidade do Colégio Evangélico Panambi, que desde o mês de julho começou a se preparar para o possível retorno das atividades presenciais da Educação Básica ainda este ano.

A instituição já teve o seu plano de contingência aprovado pelo COE e termina os últimos ajustes para receber os alunos da educação infantil e do ensino médio ainda em setembro.

Todos os estudantes e funcionários deverão utilizar máscaras de proteção facial nas dependências da instituição. E para entrar no colégio, será realizada a medição de temperatura das pessoas. Caso alguém apresente temperatura superior a 37,8ºC, ela será orientada a realizar o isolamento social e a instituição deverá comunicar o fato ao Centro de Operações de Emergência Municipal. 

Os pais de alunos da educação infantil estão autorizados a ingressar nas dependências do CEP, mas não poderão entrar nas salas de aula.

Adaptadas às regras de distanciamento social, as salas de aula para os pequenos sofreu algumas mudanças. A quantidade de brinquedos e livros foi reduzida para evitar que as crianças compartilhem objetos.

Os intervalos serão escalonados para evitar a aglomeração dos alunos. E junto aos brinquedos, foram instaladas pias para os alunos limparem as mãos antes de retornarem para as salas. Além disso, será realizada diariamente a higienização dos brinquedos.

Somente poderão participar de atividades presenciais os alunos que tiverem uma autorização formal de seus pais ou responsáveis, o que será realizado no primeiro dia de aula. 

“O colégio está preparado e realizando os últimos ajustes de desinfecção e limpeza das salas. Não é inconsequente um retorno agora pois estamos atendendo todos os protocolos de saúde”, ressalta o diretor do CEP, Alexandre Brust. 

Conforme o diretor, muitos pais sinalizaram à instituição que aprovam o retorno das aulas presenciais ainda este ano. Porém, Brust reitera que a decisão é das famílias, que podem optar pelo ensino presencial ou atividades domiciliares até o final do ano.

A escola está pronta para quem quer voltar, assim como está pronta para quem quer ficar em casa. As famílias que não desejam enviar seus filhos podem ficar tranquilas: a gente vai continuar atendendo até o final do ano para cumprir o nosso plano pedagógico.

Para o diretor, as atividades presenciais é um fator fundamental na rotina dos estudantes. “Essa pandemia deixou claro o quanto o ser humano precisa do afeto e do contato. A gente se olha pelo computador, mas não consegue entender o outro da mesma maneira. Essa relação é muito importante.

“Não queria voltar agora”

A notícia do retorno das atividades ainda este mês foi aprovada por Paloma Dienstmann, mãe da Joana, 15 anos, que estuda no primeiro ano do ensino médio.

“Sou a favor de voltar, porque essas crianças já estão triste em casa, inquietas, então é uma boa voltar. É só ter a cultura de lavar a mão, ter máscara e cuidar a higiene. Bola pra frente, vamos estudar porque não dá para ficar parado.”

A mãe destacou a atuação do colégio frente à pandemia, realizando as aulas onlines, elogiando também o trabalho dos professores. Porém, o isolamento social provocado pela pandemia afetou a rotina da filha. “Ela sente falta do convívio. Ninguém esperava isso, de estar tudo fechado e ela ter que ficar estudando em casa.”

A gente não vê mais nossos amigos”, relata Joana. “A escola se adaptou muito à aulas online, mas não é a mesma coisa que a presencial, principalmente o contato com o professor.

No entanto, a aluna não concorda com o retorno às aulas. “Não queria voltar esse ano. A gente ficou tanto sem aula, não acho que agora é o momento.”

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