Prefeito de Condor fala sobre primeiro óbito no município

Em entrevista ao programa Fala Comunidade na manhã deste sábado (6), o prefeito de Condor, Valmir Land, prestou esclarecimentos sobre a primeira morte registrada em Condor. A família contestou as informações passados pela prefeitura na sexta-feira (5).

Land explicou ao apresentador Élcio Dallabrida que receberam o comunicado do Hospital São Vicente de Paulo, de Cruz Alta, por volta das 15 horas. Depois, a Secretaria Municipal da Saúde avisou a funerária, que se deslocou até o hospital para depois realizar o enterro do caixão. Por determinação do Ministério da Saúde, o corpo é colocado em um caixão lacrado e os familiares não podem realizar nenhum cerimonial.

“Não pode haver um culto nenhuma despedida. infelizmente, o alcance fica fora do prefeito. Até para que não haja perigo de contaminação e de surto. Então, a família não tem a oportunidade de se despedir do familiar”, afirmou.

No dia de ontem a pessoa acabou sendo enterrada depois das 18h. Hoje, certamente os familiares podem se deslocar ao cemitério. Elas podem fazer uma oração de despedida do seu ente querido, mantendo o distanciamento e não ahvendo aglomerações. Pedimos que só os familiares mais próximos façam essa despedida. Infelizmente, este é o procedimento padrão exigido pelo Ministério da Saúde.”

O prefeito ressaltou que a funerária entrega nas mãos dos familiares a certidão de óbito, onde constam as causas da morte da paciente, inclusive a confirmação de que o estado de saúde veio a se agravar por causa do Covid-19.

O que acontece: até o momento da funerária entregar pro familiar a certidão existe muita especulação. Hoje, posso afirmar que a família já está com a certidão dela, onde diz as causas por Covid-19. Quando a pessoa vem a óbito, os familiares não tem acesso e não podem ver o corpo, porque a vítima está isolada. Nenhum dos familiares podem fazer o reconhecimento do corpo porque é lacrado o caixão.

Questionado pela apresentador, Land afirmou que a família tem o direito de tentar realizar um novo teste para saber se a causa da morte foi por Covid-19. “É um direito que a família pode fazer. Neste caso, quando confirma, já é feito uma contraprova pelo Lacen. Agora, a família tem todo o direito, não se conformando com essa situação. Mas aí tem que ser via judicial, não pode solicitar que o corpo seja exumado.”

O prefeito também explicou porque não foram feitos testes nos familiares da vítima. “Estamos seguindo todos os protocolos determinados pelo Ministério da Saúde e do Governo do Estado. Não temos material suficiente para fazer a coleta. Quem tem dúvida ou alguma suspeita, tem que realizar os testes em laboratórios particulares. Nós recebemos um número de kits e só realizamos esses testes naqueles pacientes que vem à unidade básica de saúde e apresentam sintoma agudo. No caso dos familiares, o procedimento é isolamento. Se algum deles apresentar sintomas, aí é realizado o teste.”

Até este sábado (6), Condor confirma dez casos confirmados, sendo sete estão recuperados. Uma paciente encontra-se hospitalizada no Hospital São Vicente de Paulo, em Cruz alta. Todas as pessoas infectadas são mulheres.

Os casos são assintomáticos, só tivemos a confirmação porque foi realizado o procedimento da coleta de sangue em um laboratório particular. Na verdade, só tivemos três pessoas que tivemos sintomas, incluindo a que veio a óbito. […] O primeiro caso que deu em Condor, a família fez uma contraprova e deu negativo. Porém, depois que entra no sistema estadual e federal, não conseguimos mais retirar, fica contabilizado. E não fizemos contraprovas nos outros casos. Eu sei como é difícil e que muitas pessoas acabam julgando as famílias dos pacientes. Temos que levar em conta que quem está com Covid-19 é vítima. Ela foi contaminada.

Por fim, o prefeito pede para que as pessoas sigam adotando as medidas de prevenção e garante que a administração municipal está fazendo a sua parte. “O município de Condor está tomando todas as providências em relação ao trabalho de prevenção. Todas as noites, estamos pulverizando toda a nossa cidade, bairros e centro, principalmente onde há maior concentração de pessoas – agências bancárias, hospitais, unidade básica de saúde -. A partir do momento que se confirma o caso, estamos trabalhando nesse preventivo.

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