Polícia Civil inicia campanha contra fake news e pede que população tenha cautela ao divulgar informações

O boato de que falsos agentes da vigilância sanitária estariam assaltando edifícios e casas em Porto Alegre, na semana passada, causou pânico entre moradores da Capital. A informação foi rapidamente desmentida pela Polícia Civil, que não havia registrado casos semelhantes em suas delegacias – segundo a fake news, nas invasões os criminosos usariam a desculpa de coletar material para testagem do Covid-19. Preocupada com o surgimento de mais boatos envolvendo crimes, a Instituição lançou uma campanha em suas redes sociais para combater o avanço das fake news. A iniciativa consiste na divulgação constante de cards que explicam o que são e como não cair no conto do vigário.

“Fake news em épocas como a que estamos vivendo servem apenas para desestabilizar a sociedade e tornar o trabalho das instituições ainda mais complicado num cenário já fragilizado pelo medo”, afirma a Chefe de Polícia, delegada Nadine Tagliari Farias Anflor. No caso dos falsos agentes sanitários, policiais civis foram designados para averiguar a situação, desviando o foco do que realmente importa – os crimes que de fato acontecem. Mais recentemente, outra fake news envolvendo criminosos vestidos de técnicos da companhia de energia elétrica CEEE também tirou o sossego de moradores. A informação, igualmente falsa, surgiu nas redes sociais, foi compartilhada e tratada como verdade.

Independentemente das mentiras, a Chefe alerta para medidas de segurança que precisam ser adotadas, caso situações como as inventadas realmente aconteçam. “Não se pode permitir o ingresso de pessoas estranhas, sem a devida identificação da empresa ou órgão público que representam. Também não se pode repassar dados particulares e de contas bancárias a terceiros, principalmente quando solicitadas por telefone. Se o edifício ou a residência possuem empregados, eles também devem ser orientados”, afirma.

A Chefe de Polícia ainda alerta a população sobre a importância de se questionar informações sobre casos policiais vindas de outras fontes que não da própria polícia. “A informação verdadeira, coesa e fidedigna aos fatos sempre partirá da Instituição”, garante. De outra forma, também pede que os cidadãos tenham como norte os veículos de imprensa, rádios, sites, emissoras de televisão e jornais que têm realizado um trabalho de credibilidade junto ao setor da segurança pública. “O cidadão está no centro da pandemia. Portanto, também é parte da solução e precisa agir com responsabilidade, quer se isolando em casa para evitar a disseminação do Covid-19, quer questionando a veracidade do que compartilha nas redes sociais”, enfatiza.

Deixe uma Resposta

Seu endereço de e-mail não será publicado.

  
 WhatsApp