Polícia Civil deflagra Operação Marias nas cidades da região

Nesta quinta-feira (05), sob a coordenação Conselho Nacional dos Chedes de Polícia (CONCPC), a Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou da Operação Marias, ofensiva em âmbito nacional para o combate à violência contra a mulher. Ela foi deflagrada em pelo menos quatro municípios da região: Cruz Alta, Ibirubá, Palmeira das Missões e Rodeio Bonito.

Com a participação das Polícias Civis de vários Estados e do Distrito Federal, durante o dia foram desencadeadas ações preventivas e repressivas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, alusivas ao mês de março, no qual se celebra o Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.

Durante a operação, foram cumpridos 222 mandados judiciais de prisão (61) e de busca e apreensão (161), principalmente pelos crimes de descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência (MPU) e feminicídios, bem como foram realizadas fiscalizações de MPUs (302) e verificação de denúncias (200). A mobilização no Rio Grande do Sul empregou 155 viaturas e 469 policiais civis das 23 Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher (DEAMs) e de outras 61 delegacias de polícia do Estado. No total, a operação efetuou 25 prisões e apreendeu oito armas.

A ação teve início às 6h e se estendeu durante a tarde, com a compilação e divulgação dos resultados finais, em coletiva de imprensa no Palácio da Polícia. Na ocasião, a delegada Nadine Anflor destacou a importância de efetuar ações dessa amplitude no mês da mulher e parabenizou os agentes envolvidos pela agilidade em reunir denúncias da última semana e obter mandados judiciais para a ação.

Na coletiva, a chefe de Polícia ainda apresentou um estudo da instituição que analisou todos os feminicídios consumados no Rio Grande do Sul no ano passado. Com base nos dados compilados pelo Observatório Estadual da Segurança Pública, o levantamento quantificou o perfil das vítimas e dos agressores por gênero, raça e faixa etária, além dos meios empregados para o crime (armas de fogos e arma branca, por exemplo), além das regiões com maior incidência e a frequência das ocorrências por dias de semana. 

“Os achados desse estudo serão de extrema relevância para que a Polícia Civil e toda a Segurança Pública, bem como as demais instituições que atuam na rede de proteção à mulher, identifique, planeje e execute as medidas preventivas e de repressão mais adequadas para os contextos verificados”, destacou Nadine.


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