Panambi não atinge meta de vacinação em grupos prioritários

Iniciada no mês de março, a campanha de vacinação contra a gripe está prestes a encerrar nesta terça-feira, dia 30 de junho. No entanto, Panambi não conseguiu atingiu a meta de vacinação para alguns grupos prioritários, incluindo de crianças de seis meses a menores de seis anos, gestantes, puérperas, adultos de 55 a 59 anos, portadores de doenças crônicas, de deficiência e professores.

“Acabamos não atingido as metas porque alguns grupos não realizaram uma procura efetiva das vacinas”, afirma a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica, Kelly Reis. “Já vinha ocorrendo nos anos anteriores, mas houve o agravo por causa do coronavírus.”

Até o momento, a meta foi atingida somente entre o grupo dos idosos (109,85%) e dos profissionais da saúde (108,35%), conforme a última avaliação da 17ª Coordenadoria Regional da Saúde, divulgado no dia 22 de junho. A previsão é de que os dados sejam atualizados ainda esta semana.

Das 2.859 crianças que poderiam realizar a vacina, somente 1.574 – ou seja, apenas 54,86% – fizeram. Para a pediatra Madalena Rotta, o fato das crianças não estarem saindo tanto de casa devido à pandemia cria uma falsa sensação de segurança.

“Isso dá uma falsa impressão de segurança, mas isso pode ser perigoso, pois arressem estamos entrando nos meses mais difíceis, mais frios, onde ocorrem uma propagação dos vírus respiratórios”, afirma.

Ela reforça a importância da vacinação e faz um alerta aos pais para que mantenham o calendário vacinal atualizado. Assegura que os postos de saúde estão preparados para receber as famílias. “É a maneira que nós temos com segurança de proteger as nossas famílias. As vacinas nos ajudam a diminuir complicações da doença. Não podemos deixar surtos de outras patologias que podem ser prevenidos com vacina. Seria catastrófico para nós.”

Baixa procura

Entre as gestantes, apenas 202 das 567 realizaram a vacinação, uma taxa percentual de 43,25%. E das 77 puérperas (mulheres no período pós-parto), foram 36 (46,75%).

Um dos mais baixos foi o dos adultos de 55 a 59 anos, 36,62%. A maior é dos portadores de deficiência física: somente 49 dos 1.180 realizaram.

Ainda falta o grupo de profissionais da segurança pública e de salvamento – bombeiros e policiais – e caminhoneiros.

A enfermeira Kelly aguarda saber se a campanha prorrogada pelo Governo do Estado por mais alguns dias ou se vai ser liberado para toda a população. 

Fake News

Para a enfermeira Kelly, a vinculação de notícias falsas sobre vacinas é outro fator que pode estar associado a baixa procura. Uma pesquisa recente revela que sete em cada dez brasileiros acreditam em informações incorretas, inclusive que “há boa possibilidade de as vacinas causarem efeitos colaterais graves”, (efeitos adversos graves são raros) e de que “há boa possibilidade de as vacinas causarem a doença que dizem prevenir”.

“As pessoas acabam acreditando infelizmente. É um benefício tão grande à saúde”, afirma.

A divulgação de fake news contra a vacinação é vista pela pediatra Madalena como algo perigoso para a saúde das pessoas. “As redes sociais neste sentido funcionam como um vilão quando as informações não são vinculadas de maneira correta e podem trazer muitos problemas à população.”

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