Pagamento de auxílio emergencial aos  agricultores  continua indefinido

Auxílio Emergencial, que libera R$ 600, por três meses, para pessoas inscritas no Programa Bolsa Família, MEIs, contribuintes individuais do INSS, inscritos no Cadastro Único ,ainda não contempla o agricultor familiar, segurado especial, apesar de incluir outras três categorias que têm atividade relacionada à agricultura. A situação criou um problema porque o campo também sofre os impactos negativos, não só da pandemia do coronavírus, como também da estiagem que atingiu o Rio Grande do Sul nesta última safra.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Panambi, Ilmo Springer, o maior problema tem sido realmente o custo dos insumos para as atividades agrícolas, como adubo e ureia que, em virtude do valor do dólar, aumentaram. Isso causou um problema mais grave, especialmente, para os produtores de leite, que estão recebendo pouco pelo valor do litro
Conforme Springer, com a mobilização das entidades que representam o setor, como a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), o texto do projeto foi alterado, com a inclusão do agricultor familiar, segurado especial, como uma das categorias a serem beneficiadas. A alteração já foi aprovada pela Câmara e Senado, e agora aguarda a sanção presidencial.
Assim como orientou logo no lançamento do benefício, o dirigente sindical reforça ao agricultor familiar a aguardar para se cadastrar no aplicativo da Caixa. “Procedemos assim porque os agricultores familiares perderiam seus direitos previdenciários como segurados especiais, caso se inscrevessem agora.
Apesar da notícia, muitos produtores não devem se enquadrar no auxílio, em virtude de terem uma renda maior do que o limite estabelecido pelo governo. “Alguns agricultores chegaram a um patamar bruto de renda maior, disse o presidente do Sindicato de Panambi. Mas a Fetag está se organizando para que essas pessoas tenham acesso à bolsa estiagem, que seria uma ajuda de um salário mínimo, por três meses, para os produtores dos municípios que decretaram emergência em virtude da estiagem. Ainda há um financiamento de custeio pecuário para quem precisar de capital de giro ou investimento. Neste caso, o produtor precisa analisar se ele não vai se endividar ainda mais”, afirmou Ilmo Springer

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