“Não demita!”: empresas fazem campanha para minimizar crise econômica e social causada pelo Covid-19

“Esta crise tem data para acabar. Vamos juntos construir esta travessia até o fim de maio”, é o que consta no site Não Demita, uma ação criada por empresários para evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social causado pela pandemia do Covid-19.

No portal, as empresas brasileiras se comprometem a manter os empregos ao menos pelos próximos dois meses diante das medidas de fechamento de parte das empresas para diminuir a disseminação do novo coronavírus.

Se você já foi fortemente afetado pela crise ou está passando por dificuldades financeiras na sua empresa e realmente não tem caixa para evitar demissões, ainda assim, pare uns minutos e reflita. Desligar gera um custo imediato, muitas vezes maior que dois meses de salários, e há linhas de crédito e outras soluções que estão sendo criadas todos os dias para ajudar as empresas a atravessar a tempestade“, destaca

O documento divulgado no site incluem bancos, corretoras, construtoras, lojas de varejo e algumas do setor de saúde (veja a lista completa abaixo).

Mantendo nossos quadros ajudaremos a evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social. Se você tem fábricas ou instalações, siga as orientações da OMS [Organização Mundial da Saúde] e do Ministério da Saúde. Crie um ambiente de trabalho em que as pessoas possam comer e trabalhar com distância física, e assim se sintam tão seguros quanto se estivessem em casa”, diz trecho do manifesto.

Para essas empresa, “a primeira responsabilidade social de uma companhia é retribuir à sociedade o que ela proporciona a você – começando pelas pessoas que dedicam suas vidas, todo dia, ao sucesso do seu negócio”.

O manifesto destaca que demitir um funcionário gera um custo imediato, muitas vezes maior que garantir dois meses de salários, afirmando que há linhas de crédito e soluções que estão sendo criadas para ajudar as empresas a atravessar este momento.

Outra orientação diz respeito à ajuda para o restante da população. “Se você tiver força financeira, ajude as pessoas que moram nas nossas comunidades a terem condições de sobrevivência. Essas pessoas também são empreendedoras. São os vendedores de pipoca, de cachorro-quente, as manicures e diversos outros que não têm com quem contar. Elas também ajudam a levar o nosso país para frente, mas neste momento não podem sair de casa para lutar pela sobrevivência”.

Leia na íntegra o manifesto:

Esta é uma convocação de empresário para empresário.

A primeira responsabilidade social de uma companhia é retribuir à sociedade o que ela proporciona a você – começando pelas pessoas que dedicam suas vidas, todo dia, ao sucesso do seu negócio. É por isso que nossa maior responsabilidade, agora, é manter nosso quadro de funcionários.

Estes são tempos extraordinários que exigem medidas extraordinárias.

Muitos passamos a vida tentando construir um legado. Pois bem, a hora é essa.

Neste momento, o Brasil é um país de heróis. Na saúde, milhares de profissionais dão o melhor de si e correm riscos para salvar vidas nos hospitais. Em outros setores da economia, milhões de brasileiros trabalham todos os dias para manter nossas cadeias de fornecimento intactas. Eles garantem o funcionamento das fábricas, o abastecimento e o transporte público.

Já o nosso ato de coragem é outro: cuidar dos funcionários que dependem de seus salários e de nossas empresas.

Por isso, fazemos este chamamento e assumimos, nós mesmos, este compromisso: empresários, mantenham seus quadros pelo menos nos próximos dois meses.

Esta crise tem data para acabar. Vamos juntos construir esta travessia até o fim de maio.

Mantendo nossos quadros ajudaremos a evitar ou minimizar um possível colapso econômico e social. Se você tem fábricas ou instalações, siga as orientações da OMS e do Ministério da Saúde. Crie um ambiente de trabalho em que as pessoas possam comer e trabalhar com distância física, e assim se sintam tão seguros quanto se estivessem em casa.

Mas precisamos fazer mais. Também temos responsabilidade com a sociedade em geral. Se você tiver força financeira, ajude as pessoas que moram nas nossas comunidades a terem condições de sobrevivência. Essas pessoas também são empreendedoras.

São os vendedores de pipoca, de cachorro-quente, as manicures e diversos outros que não têm com quem contar. Elas também ajudam a levar o nosso país para frente, mas neste momento não podem sair de casa para lutar pela sobrevivência.

Faça sua parte. O país precisa de você.

A verdade é que precisamos todos uns dos outros e, sob circunstâncias terríveis, estamos finalmente nos dando conta disso. Se você já foi fortemente afetado pela crise ou está passando por dificuldades financeiras na sua empresa e realmente não tem caixa para evitar demissões, ainda assim, pare uns minutos e reflita. Desligar gera um custo imediato, muitas vezes maior que dois meses de salários, e há linhas de crédito e outras soluções que estão sendo criadas todos os dias para ajudar as empresas a atravessar a tempestade. Naturalmente, esse apelo é pelas não demissões em massa, não envolvendo casos de justa causa, mal desempenho, ou mesmo de turnover normal de cada empresa.

Não podemos ignorar nossa responsabilidade. #NaoDemita

Empresas idealizadoras do manifesto

Accenture

Alpargatas

Ânima Educação

Atmo Educação

Banco Inter

BR Distribuidora

BR Partners

Bradesco

BRF

BTG Pactual

Camil

C&A

CI&T

Cosan

Cyrela

Dasa

Grupo Boticário

Grupo Pão de Açúcar

Itaú Unibanco

J. Macêdo

JBS

Log Commercial Properties

Lojas Renner

Magazine Luiza

Microsoft

MRV Engenharia

Natura

Porto Seguro

PwC

Rede D´Or

Rodobens

Salesforce

Santander

Sapore

SEB

Stefanini

Suzano

UNIPAR

Vivo

WEG

XP Investimentos

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