Mundo reage ao Covid-19 e número de óbitos passa dos 76 mil; 1,3 milhões estão infectadas

Desde dezembro de 2019, quando surgiram os primeiros casos de uma doença em Wuhan (China), o número de infectados pelo novo coronavírus em todo o mundo chegou a 1.363.365 casos na manhã desta terça-feira (7). Os dados são da Universidade John Hopkins.

Ao todo, 182 países e territórios têm casos confirmados – somente 40 locais no mundo não registraram a doença. Os Estados Unidos lidera o número de infectados no mundo e tem 368.533 pacientes. Em seguida, está a Espanha (140.510), Itália (132.547), Alemanha (103.717) e França (98.984).

O número de pessoas mortas em todo o mundo chegou a 76.420. A Itália segue liderando, com 16.523 óbitos, seguido pela Espanha (13.798), Estados Unidos (11.018) e França (8.911).

No entanto, apesar de alguns países estarem enfrentando neste momento o pior momento da pandemia, há boas notícias que mostram o mundo reagindo ao novo coronavírus. Já são mais de 292.467 pacientes curados. Além disso, países como a China e Itália começam a se preparar para flexibilizar o isolamento.

Confira um resumo das principais notícias relacionadas ao Covid-19 no mundo:

Sem mortes na China

Pela primeira vez desde janeiro, a China não registrou nenhuma morte por Covid-19 nas últimas 24 horas. Nesta terça-feira (7), a Comissão Nacional de Saúde da China informou que foram registrados 32 novos casos positivos, todos importados. Há ainda o registro de 30 novos casos assintomáticos.

Desde o início da pandemia, a China registrou 81.740 casos diagnosticados. Morreram 3,331 pessoas e 77.167 receberam alta. O número total de infectados baixou para 1.242, ontem eram 1.299.

O país reforçou as restrições à chegada de estrangeiros por via aérea. Na última semana, o governo anunciou o aumento do controle nas fronteiras terrestes, onde o número de casos detectados ultrapassa os registrados nos aeroportos. Estão também proibidas a entrada e a saída de cidadãos estrangeiros.

Em Wuhan, a cidade onde começou a pandemia, as autoridades começaram, no mês passado, a diminuir as restrições aos habitantes, depois de meses de bloqueio para tentar conter a propagação do vírus.

Itália prepara suspensão “gradual e controlada” das restrições

A Itália, que parece ter atingido uma estabilidade na curva de propagação do novo coronavírus, prepara medidas para a suspensão “gradual e controlada” das restrições impostas, mas adverte que falta muito para a volta à normalidade. O uso generalizado de máscara, um rastreamento, a multiplicação dos testes de diagnóstico e a assistência especializada nos domicílios estão entre as medidas citadas pelo ministro da Saúde italiano, Roberto Speranza.

O país, que registra o maior número de mortes associadas a covid-19 em todo o mundo, tem verificado nos últimos dias uma tendência de redução do número de novos casos de infeção e, no sábado (4), anunciou a queda, pela primeira vez, do número de doentes internados em unidades de cuidados intensivos.

Apesar dessa evolução, a população “não pode baixar a guarda” e deve continuar a respeitar as medidas de confinamento, que “não podem ser aliviadas de momento”, disse o primeiro-ministro, Giuseppe Conte, ao anunciar o prolongamento do confinamento até 13 de abril.

“Não haverá um dia em que possamos dizer que tudo terminou”, disse o ministro, acrescentando que “seria uma irresponsabilidade” prometer uma data para o regresso à normalidade. “Temos de conviver com o vírus. Pelo menos até termos uma vacina ou uma cura.”

Semana difícil nos EUA

Os Estados Unidos (EUA) entram em uma das semanas mais críticas até agora na crise do novo coronavírus, com o número de mortos explodindo em Nova York (3.485), Michigan e Louisiana.

Nova York, o estado mais atingido, informou registrou, somente no domingo (5), quase 600 novas mortes, num total de 4.159 mortes e 122 mil casos. De acordo com a Reuters, os corpos das vítimas de covid-19 foram empilhados em sacos laranja dentro de um necrotério improvisado do lado de fora de um centro médico no Brooklyn.

O cirurgião-geral dos EUA Jerome Adams alertou na Fox News, neste domingo, que tempos difíceis estão por vir, mas “há uma luz no fim do túnel se todos fizerem sua parte pelos próximos 30 dias”.

“Esta será a semana mais difícil e mais triste da vida da maioria dos americanos, francamente. Este será o nosso momento Pearl Harbor, o momento 11 de Setembro, mas não será localizado”, disse ele. “Isso vai acontecer em todo o país. E eu quero que os EUA entendam isso.”

Autoridades sanitárias da Espanha vão buscar assintomáticos

Apesar de registrar registra mais de 12 mil mortes pela covid-19, a Espanha apresenta uma tendência de redução de casos. O número de 674 pessoas que morreram no domingo (5) caiu em relação às 809 desse sábado (4) e bem abaixo do recorde diário de 950 de quinta-feira (2), informou o Ministério da Saúde. “Os dados confirmam que o confinamento está funcionando”, afirmou o ministro Salvador Illa em entrevista coletiva.

As autoridades de saúde da Espanha pretendem, nos próximos dias, ampliar os testes para o controle da infecção pelo novo coronavírus a todos os setores considerados essenciais. Milhões de testes serão distribuídos pelas diferentes comunidades do país. O objetivo é encontrar infectados assintomáticos, que são também agentes de contágio.

Serão feitos testes em massa que permitam localizar esses casos assintomáticos. Depois, será necessário preparar estruturas de isolamento, evitando assim o contágio de pessoas próximas.

Japão pode declarar estado de emergência para 7 cidades

O governo japonês planeja declarar estado de emergência devido ao novo coronavírus em Tóquio e outras seis províncias já nesta terça-feira (7). O país possui 3.906 casos e 92 mortes.

A declaração de estado de emergência vai cobrir as seguintes províncias: Tóquio, Kanagawa, Saitama, Chiba, Osaka, Hyogo e Fukuoka. E deve permanecer em vigor por cerca de um mês.

A declaração, que será feita somente após ouvir especialistas, vai dar aos governadores dessas províncias o poder de pedir que os moradores evitem saídas não essenciais e que permaneçam em casa. Os governadores também poderão solicitar que os moradores cooperem com as medidas de prevenção para evitar o alastramento do vírus.

*Com informações da Agência Brasil e Reuters

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