Mais de 50 casos de raiva foram diagnosticados no RS em 2019

A Vigilância Sanitária informa que, de janeiro a agosto de 2019, foram diagnosticados 49 casos de raiva em bovinos, um caso em equino e três em morcegos no Rio Grande do Sul. Ao longo de todo o ano passado foram 52 casos confirmados da doença.

A raiva é de extrema importância para a saúde pública, já que a sua letalidade é considerada 100%, seja no animal ou no humano. A doença é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura.

A coordenadora do Programa Estadual de Controle e Profilaxia da Raiva do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Aline Campos, diz que os casos registrados são transmitidos por morcegos. “Em áreas rurais esses animais podem infectar o gado e equinos, mas nas áreas urbanas um cão ou um gato pode tentar caçar um morcego ou ter contato com um desses animais infectados, correndo o risco de contaminação, que depois pode passar para uma pessoa”, salienta.

O Dia Mundial de Luta contra a Raiva (28) marca a importância de conscientizar sobre a prevenção à doença, que pode ser transmitida dos mamíferos para o humano. A vacinação de cães e gatos é a principal forma de controle e prevenção da doença.

O Cevs mantém o monitoramento do agravo, mesmo que no RS a doença não seja diagnosticada em humanos desde 1981. Em cães não há registros desde 1988. Contudo, ainda há uma atenção com a raiva, pois a doença continua sendo transmitida por morcegos, principalmente para bois e cavalos.

Vacinação 

A vacinação anual de cães e gatos, disponível na rede privada, é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana. Deve-se evitar se aproximar de cães e gatos sem donos, não mexer ou tocá-los quando estiverem se alimentando, com crias ou mesmo dormindo. Nunca tocar em morcegos ou outros animais silvestres diretamente, principalmente quando estiverem caídos.

Em caso de possível exposição ao vírus da raiva (mordeduras, arranhaduras, lambeduras e contatos indiretos), é imprescindível a limpeza do ferimento com água corrente abundante e sabão ou outro detergente. A limpeza deve ser cuidadosa, visando eliminar as sujeiras sem agravar o ferimento. As exposições devem ser avaliadas pela equipe médica na unidade de saúde mais próxima de acordo com as características do ferimento e do animal envolvido, conforme esquema de profilaxia.

O Cevs dispõe do telefone 150 do Disque Vigilância para tirar dúvidas sobre o que fazer em caso de acidente e orientações sobre qual esquema de profilaxia adotar. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 22h, e nos sábados, domingos e feriados, das 8 às 20h. O contato também pode ser feito pelo e-mail [email protected]