Homem é preso por armazenar pornografia infantil em Frederico Westphalen

Agentes da Delegacias de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Santo Ângelo, com apoio da Delegacia de Polícia de Frederico Westphalen, efetuaram na manhã desta quarta-feira (25) a prisão em flagrante de um homem de 34 anos que armazenava e compartilhava pornografia de crianças e adolescentes.

Conforme a Polícia Civil, haviam mais de dois mil arquivos de conteúdo pornográfico com o acusado, resultado de investigações contra pedofilia e outros crimes contra crianças e adolescentes.

Participaram da ação dois delegados de polícia, cinco agentes policiais e um perito do Instituto-Geral de Perícia.

O preso foi encaminhado ao Presídio Estadual de Frederico Westphalen.

Prisões em todo o Brasil

A Operação Black Dolphin foi deflagrada nesta quarta-feira (25) e é uma operação integrada das Polícias Civis de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ação visa combater crimes sexuais infantojuvenis, tanto no meio virtual, quanto fora dele.

No Rio Grande do Sul, mais de 50 policiais civis, com o apoio de peritos do Instituto-Geral de Perícia, cumprem nove mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão. Além de Frederico Westphalen, as ordens judiciais estão sendo cumpridas em Porto Alegre, Gravataí, Pelotas, Rio Grande, Santa Rosa, Três de Maio, Soledade e Carazinho.

Até o momento, foram presas 32 pessoas em São Paulo, em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. No estado, já foram quatro presos nos municípios de Gravataí, Pelotas, Porto Alegre e Frederico Westphalen.

Os alvos das operações são suspeitos de produzir, divulgar, publicar, compartilhar, armazenar, compartilhar e até mesmo comercializar fotos e vídeos de crianças e adolescentes em cenas de sexo explícito ou cunho pornográfico, inclusive estupros e abusos. Durante as buscas os policiais procuram arquivos digitais (fotos, vídeos, etc) que contenham cenas de abuso sexual infantil.

Houve a apreensão de diversos computadores, celulares e dispositivos de armazenamento.

Operação Black Dolphin

A Operação Black Dolphin começou com uma investigação pela Polícia Civil de SP em 2018, em que após constante monitoramento, um alvo de pedofilia fora identificado e descobriu-se um plano onde ele pretendia vender sua sobrinha para predadores sexuais na Rússia. O plano dele era levá-la à Disney da Europa e cambiá-la para os predadores na Rússia, alegando que ela teria desaparecido no parque.

A partir dessa investigação, se desenvolveram trabalhos de monitoramento, inclusive na Deep Web, revelando uma rede de predadores sexuais, principalmente infantojuvenis, que produzem, vendem e compram vídeos de crianças em situações de vulnerabilidade sexual. Também há indícios de sequestro e tráfico de crianças e jovens para fins de exploração sexual.

Deixe uma Resposta

  
 WhatsApp