Família de contadora morta espera há dois meses por sepultamento

A família de Sandra Mara Lovis Trentin, 48 anos, que sumiu em janeiro do ano passado em Palmeira das Missões, aguarda há dois meses para atender o último pedido feito pelo pai dela. Antes de morrer, sem saber o paradeiro da filha, Agileu Trentin, 72 anos, pediu que ela fosse enterrada junto a ele, caso a contadora fosse encontrada sem vida. Em 21 de janeiro, os restos mortais foram localizados às margens de uma lavoura de soja. A ossada precisou ser encaminhada para perícia, que busca esclarecer as circunstâncias do crime, e ainda não foi liberada para sepultamento.
Paulo Ivan Baptista Landfeldt, marido de Sandra e vereador em Boa Vista das Missões, é apontado pelo Ministério Público como mandante do crime. O político chegou a ser detido em fevereiro do a no passado, mas atualmente responde ao processo em liberdade. O outro réu, Ismael Bonetto, 22 anos, acusado de ter cometido o assassinato em troca de dinheiro, permanece preso.
Quatro dias após a ossada ser encontrada, perícia inicial da arcada dentária confirmou que os restos mortais eram de Sandra. A família então passou a planejar como atender o último pedido do pai, que morreu na noite de Natal, após um mês hospitalizado em Cruz Alta. O corpo de Agileu, que sofria de câncer de pulmão, foi sepultado no cemitério de Boa Vista das Missões. O mesmo deve ocorrer com a filha.
Segundo a delegada Cristiane Van Riel, a polícia aguarda outros laudos da perícia – que não têm prazo para serem finalizados – para concluir qual a causa da morte da vítima. O promotor Guilherme Martins de Martins afirmou que só se manifestará após analisar os laudos periciais.
Conforme o Instituto-Geral de Perícias (IGP), a identificação foi possível, mas o corpo não foi liberado porque estão sendo feitas análises para determinar a causa da morte. A previsão é que o laudo fique pronto entre 20 e 30 dias e só então será feita a liberação para a família.

Fonte: ZH