EUA e China em busca de vacina para o Covid-19

Com mais de de 5,2 milhões pessoas infectados e 338 mil mortos pelo novo coronavírus, os Estados Unidos e a China buscam saídas para conter a pandemia global.

Os Estados Unidos (EUA) planejam um megaesforço envolvendo mais de 100 mil voluntários e cerca de meia dúzia das mais promissoras candidatas a vacina contra o coronavírus para cumprir a meta de entregar uma imunização segura e efetiva para a doença até o final deste ano, disseram à Reuters cientistas que lideram o programa.

O projeto vai reduzir o tempo de desenvolvimento de uma vacina, que geralmente é de 10 anos, e testá-la em questão de meses, numa demonstração da urgência para conter uma pandemia que já infectou mais de 5 milhões de pessoas, matou mais de 335 mil e abalou economias em todo o mundo.

Para fazer isso, os principais fabricantes de vacina concordaram em compartilhar dados e emprestar a utilização de sua rede de testes clínicos a concorrentes caso sua própria candidata a vacina fracasse, disseram os cientistas.

Candidatas que demonstrarem segurança em estudos iniciais pequenos serão testadas em larga escala, de 20 mil a 30 mil indivíduos para cada vacina, a partir de julho.

O esforço para a vacina é parte de uma parceria público-privada chamada “Accelerating COVID-19 Therapeutic Interventions and Vaccines (ACTIV)” –Acelerando as intervenções terapéuticas e as vacinas para Covid-19– anunciada no mês passado.

E o Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China publicou na revista médico-científica The Lancet, que uma vacina ainda em fase de testes mostrou-se eficaz em ajudar a resposta do sistema imunológico ao novo coronavírus.

Segundo a publicação, a vacina é segura para o uso humano e foi testada em 108 voluntários. A resposta imunológica criada pelo medicamento, no entanto, ainda não pode ser avaliada. Os resultados finais dos testes clínicos serão divulgados em seis meses. A vacina será a primeira no mundo a atingir a fase 1 de testes clínicos – um processo dividido em quatro etapas que assegura a eficácia e segurança de novos medicamentos e vacinas.

A vacina é feita a partir de uma versão atenuada do vírus SARS-CoV-2, e é aplicada de forma intramuscular. “Esses resultados representam um marco importante. Os testes mostram que uma única dose produz anticorpos específicos em 14 dias, o que a torna uma candidata para investigações futuras”, afirmou o professor Wei Chen, do instituto de Biotecnologia de Pequim, responsável pelo estudo.

“Os desafios propostos pela covid-19 não têm precedentes, e a habilidade de acionar o sistema imunológico não significa, necessariamente, que estaremos protegidos da covid-19. Ainda estamos longe de ter essa solução disponível para todos”, afirmou Chen, no artigo publicado.

*Com informações da Agência Brasil

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