Em busca de respostas: inicia reconstituição do Caso Rafael

É grande a movimentação na esquina entre a Rua Casemiro de Abreu e Siqueira Campos, no município de Planalto, onde a Polícia Civil começa a reconstituição do caso Rafael Mateus Winques, morto pela a mãe em maio.

A imprensa de todo o Estado reúne-se em frente à casa onde o corpo do menino foi encontrado dentro de uma caixa após a mãe Alexandra Dougokenski supostamento tê-lo tirado da casa e carregado.

A acusada, que está presa desde admitiu o crime, passou mal ao chegar no município na parte da manhã. Após ser medicada, conversou com a perícia criminal, participa da reconstituição.

Alexandra chegou no local do crime às 20h50. Durante a reprodução simulada do crime os peritos vão filmar todos os atos. À medida que os trabalhos vão ocorrendo, a acusada será questionada de como agiu na noite em que Rafael morreu.

A reconstituição é feita a partir do momento em que a mãe retira o celular do filho, o que teria ocorrido após a gestão do medicamento – como ela alega, quando constatou que a criança estava morta e como transportou o corpo até a varanda da residência vizinha.

“A reconstituição do fato sempre objetiva clarear todas as circunstâncias do fato criminal”, explicou o delegado Carlos Beuter em entrevista à Rádio Sulbrasileira. A ação servirá para averiguar se o depoimento poderia de fato ocorrer dentro da residência e no local onde o corpo foi deixado.

De acordo com a polícia, há contradições no relato da mãe. Ela afirma que em nenhum momento houve um estrangulamento e que a marca que há no pescoço de criança foi porque a corda que estava nos em torno dos braços da criança, na altura do tórax, mas teria “escorregado” até o pescoço.

Um boneco com a mesma estatura e o peso do menino Rafael será utilizado para recriar o momento do crime.

O filho mais velho de Alexandra, um adolescente de 16 anos, também participará da ação, mas sem a presença da mãe. “Será que nada ouviu durante a noite? O que ele estava fazendo? Então tudo isso é importante para resolver essas dúvidas”, afirmou o diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI), delegado Joerberth Nunes.

“Existem grandes contradições entre o depoimento oficial da mãe e do filho”, ressaltou.

O delegado Joerberth afirmou que a Polícia Civil não descarta a participação de outras pessoas no crime.

A reconstituição será conduzida pela perita criminal Bárbara Cavedon, que em 2018 coordenou a perícia no caso Náurio Adão Garcia Viana, sargento da Brigada Militar morto em agosto de 2017.

A expectativa é que o laudo reprodução simulada, com as respostas aos questionamentos feitos durante a diligência, deve estar concluído em até 30 dias.

O advogado da acusada, Jean Severo, voltou a dizer que trata-se de um homicídio culposo, quando não há intenção de matar.
“Era um filho que amava a mãe. Ela não tinha nenhum motivo para matar.”

No final da reconstituição, o delegado Joerberth realizará uma coletiva com a imprensa.

Acompanhe a programação da Rádio Sulbrasileira para mais informações.

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