Covid-19: RS supera a marca de mil mortes e 40 mil casos

O Rio Grande do Sul superou a marca das mil mortes nesta terça-feira (15), de acordo com os dados da Secretaria Estadual da Saúde. Já o número de casos registrados subiu para 40.993, sendo 34.382 (84%) são consideradores recuperados. 434 dos 497 municípios gaúchos (87%) apresentam casos.

Nos últimos 14 dias, foram registrados 65 óbitos, sendo que a maioria das vítimas pertencia aos municípios de Porto Alegre, Rio Grande e São Leopoldo. Além disso, o Rio Grande do Sul registrou 1.376 novos casos em 24 horas.

Do número total de pessoas infectadas, 4.708 (11%) necessitaram de hospitalização por síndrome respiratória aguda. Há 556 (32,6%) pacientes com Covid-19 e 171 (10%) com suspeita internados em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) em todo o estado. Atualmente, 1.707 dos 2.266 leitos gaúchos estão ocupados, a taxa de ocupação é 75,3%.

Atualmente, as dez cidades que apresentam o maior número de casos são Porto Alegre (4.162), Passo Fundo (2.440), Lajeado (1.736), Bento Gonçalves (1.659), Caxias do Sul (1.641), Novo Hamburgo (1.510), São Leopoldo (1.276), Erechim (1.002), Canoas (986) e Marau (911).

Já as cidades com o maior número de mortes são Porto Alegre (179), Passo Fundo (56), Novo Hamburgo (51), Bento Gonçalves (46) e Canoas (38).

O Governador Eduardo Leite lamentou o fato nas redes sociais. “Sabemos que para quem perdeu uma dessas vidas, seja familiar, amigo ou colega, é muito mais que uma estatística. Para essas pessoas, a perda é de 100%.”

Atualmente, o Estado tem a 4ª mais baixa taxa de letalidade e a menor incidência de casos proporcionalmente à população. “Isso se deve não somente às ações do governo, mas também ao apoio da maioria dos gaúchos, que entende o momento e tem cumprido os protocolos e ficado em casa”, afirmou o governador.

De acordo com Leite, o Estado ampliou em 75% o número de leitos UTI e reforçou toda a estrutura de atendimento. Além disso, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, esteve em contato com o Ministério da Saúde na resolver o problema de desabastecimento de remédios necessários à intubação dos pacientes mais graves da Covid-19.

No entanto, ele reforça o apoio da comunidade. “Além das mais de mil mortes, estamos com um terço dos leitos de UTI do RS ocupados por casos de Covid-19 e, se não houver cuidado de todos, não haverá estrutura hospitalar que resista à disseminação descontrolada do novo vírus.”

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