Covid-19: oito regiões permanecem na bandeira vermelha

Na 12ª rodada do Distanciamento Controlado, o Rio Grande do Sul manteve as mesmas oito regiões da semana anterior em bandeira vermelha, incluindo Palmeira das Missões e Passo Fundo. Ao todo, 252 municípios sob bandeira vermelha, o que corresponde a 63,6% da população gaúcha (7.199.739 habitantes).

 A classificação está vigente desde à 0h desta terça (28/7) até as 23h59 da próxima segunda-feira (3/8).

No mapa preliminar, divulgado na sexta-feira (24), 14 regiões haviam sido classificadas com alto risco epidemiológico. Após analisar 49 pedidos de reconsideração enviados por municípios e associações, o Gabinete de Crise decidiu acatar o recurso de seis regiões, resultando em 12 regiões com bandeira laranja (risco médio). O governo do Estado decidiu acatar o pedido das associações regionais de Cruz Alta, Santa Rosa, Santo Ângelo.

Um dos indicadores que ajudou todas essas regiões a se manterem na bandeira laranja foi a disponibilidade de leitos de UTI para atender pacientes com Covid-19 em todo o Estado, por conta da ampliação que o governo está promovendo em parceria com municípios, hospitais e Ministério da Saúde. Desde o início da pandemia, já foram habilitados 697 leitos – ampliação de 74,7%, totalizando 1.630 leitos UTI adulto SUS.

Embora tenha tido piora de três indicadores regionais, Cruz Alta foi beneficiada redução da média ponderada pelos indicadores macrorregionais da região Missioneira e do Estado. A capacidade do sistema da região e da macrorregião demonstra relativa estabilidade na capacidade de assistência, com taxas de ocupação controladas. Há, ainda, 2,88 leitos livres por leito ocupado. Vale o alerta: somente nesta segunda (27), foram registrados mais 10 casos e um óbito no município de Cruz Alta, o mais populoso da região.

O pedido de Santo Ângelo foi acatado devido à melhoria aparente na região, com manutenção do número de leitos livres, redução do número de confirmados em UTI, número de leitos livres para ocupados ainda em níveis adequados de segurança, número de confirmados em UTI com crescimento pequeno em sete dias na macrorregião e estabilidade no indicador de ativos versus recuperados. A região também tem recebido pacientes de outras macrorregiões, o que auxilia o enfrentamento da epidemia no Estado.

Já a região de Santa Rosa se encontra em situação de relativo conforto em relação à ocupação de leitos na região de Santa Rosa e na macrorregião Missioneira. A condição de capacidade do sistema da região e da macrorregião demonstra relativa estabilidade na capacidade de assistência. Mesmo tendo havido diminuição da relação do número de leitos livres por ocupados na região Missioneira ao longo do tempo – no final de junho eram 7,29 leitos livres por ocupados –, ainda há uma situação confortável com 2,88 leitos livres por ocupados.

Para o Governador Eduardo Leite,  o fato do Estado aceitar os pedidos mostra que o Distanciamento Controlado é flexível e resistente. Segundo ele, se o governo não tivesse predisposição ao diálogo e para eventualmente reconsiderar as classificações, “estaríamos diante de um modelo que geraria maiores contestações”.

“Está muito claro para nós que o distanciamento tem ajudado até aqui a manter sob controle a capacidade da oferta de leitos diante da demanda que temos para Covid-19 e para outras síndromes respiratórias. Sabemos que as pessoas estão cansadas e que há uma demanda econômica relevante, mas sabemos também que essas medidas de distanciamento estão significando menor circulação de coronavírus e outros vírus, e que estão ajudando a termos se não a redução do número de casos, uma velocidade menor do crescimento. Mesmo que não sejam os indicadores de distanciamento que gostaríamos de ver, são indicadores importantes para mantermos a situação ainda sob controle no RS. E pedimos a todos que sigam reduzindo ao máximo sua circulação”, destacou Leite.

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