Covid-19: Cruz Alta recebe mais dez leitos de UTI

A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital São Vicente de Paulo, em Cruz Alta, recebeu mais dez leitos exclusivos para casos de Covid-19. A entrega foi realizada pelo Governador Eduardo Leite na manhã desta quarta-feira (13).

Acompanhado da prefeita de Cruz Alta, Paula Rubin Facco Librelotto, Leite visitou as instalações da UTI, que com os novos leitos dobra a capacidade de atendimento a pacientes infectados com coronavírus.

Em maio do ano passado, o hospital, o único de alta complexidade da região de Cruz Alta, abriu dez leitos após bloquear uma área inteira para criar um centro Covid.

A Secretaria Estadual da Saúde equipou as duas alas de UTI com camas, monitores e respiradores. O governo do Estado também garantiu o custeio da diária dos leitos, de R$ 1,6 mil cada, até o Ministério da Saúde realizar a habilitação e iniciar os repasses.

Com a expansão, a região Covid de Cruz Alta (R12) passará de 32 a 42 leitos de UTI. Até a tarde de quarta, a taxa de ocupação era de 62,5%. Já na região de Ijuí – que contempla Panambi e Condor – que possui 46 leitos, tem taxa de ocupação de 82,6%, ou seja, 38 estão ocupados.

O aumento também é benéfico para Panambi, pois pacientes com Covid-19 do município receberam atendimento na unidade do Hospital São Vicente de Paulo. Conforme divulgado pela Rádio Sulbrasileira, há dificuldades de conseguir leito de UTI em toda a região, tanto pela rede pública (SUS) quanto privada.

Questionado sobre o problema enfrentado pelo município, o governador reforçou à reportagem que o estado não deixa de ter leitos.

Não faz sentido do ponto de vista financeiro você ter leitos de UTI em todas as cidades. Até por isso o Distanciamento acompanha os dados regionalmente, porque mesmo que um município possa ter situação melhor que outro, ele está inserido em um contexto regional e se outros municípios tiver mais casos e os hospitais da região estiverem mais sobrecarregados então todos os municípios precisam cumprir protocolos mais rigorosos. E por isso a gente continua a fazer um trabalho de ampliação de leitos. Porque mesmo que o estado tenha leitos, quando alguma região ou hospital começa a ficar mais pressionado, mesmo que o paciente tenha atendimento, pode demorar até ele conseguir a disponibilidade de leito em outro hospital. E até conseguir esse atendimento, o cuidado com esse paciente acaba sendo precarizado. E é isso que a gente quer buscar evitar. Mas, não é infinita a nossa capacidade, por isso que a população precisa muito nos ajudar. O Estado busca fazer a sua parte, em parceria com os hospitais, mas os hospitais têm as suas limitações.

Esta limitação, conforme Leite, é principalmente de recursos humanos, mesmo com o esforço de ampliação dentro da estrutura hospitalar existente. “Você esbarra nessa questão. Estamos fazendo esse esforço, mas se não houver colaboração por parte da população, o contágio explode e aí não tem estrutura hospitalar que aguente.

Expansão

Em entrevista à imprensa local, que contou com a presença da Rádio Sulbrasileira, o governador anunciou que os novos leitos na UTI do São Vicente de Paulo são os primeiros de um total de 168 que serão abertos, reativados ou servirão de “retaguarda operacional”, para serem habilitados conforme necessidade, em todo o Rio Grande do Sul.

Desse total, está prevista a abertura de 90 novos leitos, fazendo com a ampliação de unidades em UTI SUS passe de 115% – eram 933 leitos antes da Covid e, agora, pode chegar a 2.018.

“Entramos no mês de janeiro com expectativa de um ano de menos dificuldade, mas por menos dificuldades que se tenha, ainda será um ano difícil, porque a pandemia não acabou. A gente tem muita expectativa na vacina e que o programa de imunizações possa começar nos próximos dias no Brasil, mas ainda levará um tempo até que haja imunização em volume suficiente para que o vírus circule menos e, assim, nós tenhamos menos demanda nos hospitais. Por isso, continuamos neste esforço de expansão dos leitos de UTI”, destacou Leite.

Estamos comprometidos com o processo de abertura de leitos parta garantir que nenhum gaúcho fique sem atendimento. Mas é importante dizer para toda a população: a pandemia não acabou. Então, é preciso esforço de todos para reduzir o contágio e para que esses leitos sejam menos demandados. Afinal, por mais que a façamos um esforço em expansão, há um limite de estrutura física e de recursos humanos. Por isso, precisamos da colaboração da população, ajudando reduzindo contatos para que a gente possa fazer o vírus circular menos”, complementou Leite.

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