Coronavírus: número de casos no mundo aumenta para 341 mil e 14,7 mil mortes

Aumentou para 341,5 mil o número de casos coronavírus em todo o mundo, Já a quantidade de mortes passou de 13 mil para 14,7 mil. Estima-se que mais de 99 mil pacientes tenham se recuperado do Covid-19. Os dados foram atualizados na madrugada desta segunda-feira (23).

A Itália segue liderando o número de mortes em todo o mundo. Os óbitos aumentara 651 em um dia, chegando a um número total de 5.476. São 2.200 a mais do que a quantidade registrada na China (3.270 ao todo). Conforme o governo italiano, apesar do aumento de 13,5%, está abaixo do crescimento registrado no dia anterior, quando foram registradas 793 mortes.

O número de casos registrados Estados Unidos passou dos 33 mil neste domingo, sendo o terceiro país com o maior número de casos no mundo. Ao todo, 458 pessoas morreram.A Guarda Nacional foi acionada para combater a pandemia de Covid-19 na Califórnia, Nova Iorque e Washington.

Na Espanha, que enfrente o segundo pior surto da Europa, havia registrado 28.572 casos no domingo, mais de 3.646 a mais do que no dia anterior. O número de mortes saltou de 1.326 para 1.720. Conforme os dados do Ministério da Saúde da Espanha, o aumento de 394 mortes em 24 horas foi superior ao aumento de 324 do dia anterior.

Brasil

Na tarde de domingo (22), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, atualizou o número de casos no Brasil: o número de pessoas que contraíram o vírus passou de 1.128 para 1.546. Ressalta-se, que são contabilizados apenas a quantidade de pessoas hospitalizadas. Portanto, o número de casos pode ser ainda maior. De sábado para domingo, o número de mortes subiu de 18 para 25.

Atualmente, todos os estado brasileiros possuem casos do novo coronavírus. A Região Sudeste concentra o maior número de casos (926), seguida da Região Nordeste (231), da Sul (179), da Centro-Oeste (161) e a Região Norte (49).

São Paulo acumula o maior número de casos (631), seguido por Rio de Janeiro (186), Distrito Federal (117), Ceará (112), Minas Gerais (83) e Rio Grande do Sui.

De acordo com o ministro, a estimativa é que metade da população seja contaminada pelo novo coronavírus e que, desse total, mais da metade não vai apresentar sintomas. Segundo Mandetta, cerca de 15% das pessoas que apresentarem os sintomas precisarão de internação hospitalar.

Rio Grande do Sul

O Estado encerrou o domingo (22/3) com 14 novos casos de coronavírus em exames realizados no Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen). Somados aos 71 registrados até o final da noite de sábado (21/3), o Estado agora tem 85 casos confirmados.

Exames positivos deste domingo (22/3):
• Porto Alegre: 5 casos
• Bagé: 3
• Lajeado: 2
• Santo Antônio da Patrulha, Canoas, Torres e Osório: 1 caso em cada cidade

Somente em Lajeado, já são três casos. O primeiro foi registrado ainda no sábado (21). Trata-se de um homem de 57 anos que havia viajado em um cruzeiro pela costa brasileira durante 15 dias no mês de março. O paciente está em estado grave.

Testes

Durante coletiva de imprensa no domingo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou sobre a intenção do governo de adquirir de cinco a dez milhões de testes rápidos para aumentar a velocidade de identificação de novos casos de coronavírus no país. A ideia é repetir o mesmo procedimento adotado na Coreia do Sul, onde a população pode realizar os testes em “postos volantes” localizados nas ruas.

Mandetta disse que para a medida se concretizar é necessário que o governo adquira um equipamento capaz de fazer o procedimento de testagem de maneira automática ou com pouca participação humana. A estimativa é que sejam realizados pela máquina de 30 a 50 mil exames por dia.

“É nossa intenção. Mas pode ser que não se concretize. Se não tiver nada diferente, continuamos fazendo o nosso teste como fazemos hoje”, disse o ministro. “Todos estados têm capacitação para fazer os testes”, acrescentou.

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, falou ainda sobre os testes rápidos que o governo anunciou que vai adquirir e que serão destinados aos profissionais de saúde. Segundo Oliveira, os testes já foram aprovados pelas agências reguladoras da China e União Europeia e serão usados nos profissionais que apresentarem algum tipo de sinal ou sintoma do coronavírus. “Se o teste for positivo ele permanece em isolamento, se for negativo ele deve recompor a força de trabalho”, afirmou.

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