Coronavírus no mundo: mais de 800 mil infectados; 38,7 mil mortes e 172,6 recuperações

O número de pessoas infectadas por coronavírus em todo o mundo aumentou para 801.400, de acordo com os dados da Universidade de John Hopkins (EUA). Os óbitos subiram para 38,7 mil e o de recuperação passou dois 172,6 mil.

Atual epicentro do Covid-19, os Estados Unidos são o país do mundo com o maior número de infectados – 164.610. O número de mortes causadas pela pandemia de covid-19 nos EUA ultrapassou, nessa segunda-feira (30), 3 mil mortes;

O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que já foram submetidos a testes, para detectar infecções por covid-19, 1 milhão de cidadãos norte-americanos.

No início da semana, Trump prorrogou as diretrizes de permanência em casa até o fim de abril, abandonando um plano duramente criticado para reativar a economia até meados de abril depois que um conselheiro médico graduado disse que mais de 100 mil norte-americanos poderiam morrer com o surto de coronavírus.

“O pico, o ponto mais alto da taxa de mortalidade, provavelmente acontecerá em duas semanas”, disse o presidente. “Nada seria pior do que cantar vitória antes de a vitória ser conquistada,” comentou.

Itália

O número de mortes pela pandemia de coronavírus na Itália subiu em 812, para um total de 11.591, informou a Agência de Proteção Civil nesta segunda-feira (30), com um aumento no número diário de mortes que reverte dois dias de queda na taxa diária.

No entanto, o número de novos casos aumentou em 4.050, o índice mais baixo desde 17 de março, atingindo um total de 101.739 em relação aos 97.689 anteriores.

Foram registrados 5.217 casos no domingo (29) e 5.974 no sábado.Dos originalmente infectados em todo o país, 14.620 haviam se recuperado totalmente na segunda-feira, em comparação com 13.030 no dia anterior. Havia 3.981 pessoas em terapia intensiva, em comparação com as anteriores – 3.906.

A Itália registrou mais mortes em decorrência do novo coronavírus do que qualquer outro país do mundo e responde por mais de um terço de todas as mortes globais pelo vírus.

O governo italiano disse nesta segunda-feira que irá estender a duração das medidas de isolamento impostas ao país inteiro contra a pandemia de coronavírus e que estão previstas para terminarem na próxima sexta-feira até pelo menos o final do feriado de Páscoa, em abril, enquanto o número de novas infecções tem mostrado queda.

O Ministério da Saúde não deu uma data para o fim do novo período de isolamento, mas disse que ela estará em um novo decreto do governo. O domingo de Páscoa cai em 12 de abril neste ano.  Os italianos estão em isolamento há três semanas, com a maioria das lojas, bares e restaurantes fechados e pessoas proibidas de deixarem suas casas a não ser por necessidades essenciais.

Espanha

A Espanha registrou 849 mortes pelo novo coronavírus entre a segunda-feira e esta terça-feira (31), o maior número em 24 horas desde o início da epidemia, embora a porcentagem de crescimento tenha sido levemente menor que nos dias anteriores, informou o Ministério da Saúde.

As mortes causadas pelo vírus subiram para 8.189, ante as 7.340 de segunda, enquanto o número total de casos de coronavírus subiu de 85.195 para 94.417 hoje.

Reino Unido

Com mais de 22.465 casos confirmados e 1.412 óbitos, os britânicos podem estar sujeitos a alguma forma de isolamento por seis meses ou mais, disse a chefe médica adjunta da Inglaterra, Jenny Harries, alertando que o país corre o risco de uma segunda onda de coronavírus se a medida for retirada muito rapidamente.

O governo informou que revisará em três semanas as medidas de isolamento adotadas na segunda-feira (23). Harries disse que é muito cedo para saber se elas tiveram o efeito desejado de reduzir o pico de propagação do vírus no Reino Unido.

“Não devemos, de repente, voltar ao nosso modo de vida normal, isso seria bastante perigoso. Se pararmos, todos os nossos esforços serão desperdiçados e poderemos potencialmente ver um segundo pico”, afirmou Harries, em entrevista coletiva.

Argentina

O presidente da Argentina, Alberto Fernández, anunciou que a quarentena obrigatória no país, iniciada no dia 20 de março, se estenderá até 13 de abril. O pronunciamento foi feito na noite deste domingo (29), após Fernández ter se reunido com especialistas da área médica e científica e com todos os governadores. País tem 820 casos de infecção por coronavírus e 22 mortes.

“Tomei a decisão de estender a quarentena até o final da Páscoa. Isso foi recomendado por especialistas. Será um longo caminho, uma guerra contra um exército invisível. Mas tenho certeza de que faz muito sentido e que os resultados serão favoráveis”, disse Fernández em pronunciamento televisionado.

Fernández afirmou que um parecer do comitê de especialistas e doenças infecciosas, consultado por ele, indicou que era “necessário continuar com as restrições para impedir a propagação geométrica de infecções”.

O presidente argentino ressaltou que as medidas de proteção da saúde não significam um descuido com a economia e lembrou as medidas tomadas nos últimos dias para reduzir o impacto econômico na vida das famílias mais pobres, de pequenos e micro-empresários. “Uma economia que cai sempre levanta, mas uma vida que termina, não levantamos mais.”

Uruguai

O Uruguai, país vizinho do Brasil e da Argentina, tem 310 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e apenas uma morte, registrada no último sábado (28).

A vítima foi Rodolfo González Rissotto, professor, historiador e ex-ministro da Corte Eleitoral e da Defesa. Ele era vinculado ao Partido Nacional, atualmente no poder. Rissotto tinha 70 anos e estava no CTI há 10 dias.

*Com informações da Agência Brasil e Reuters

Deixe uma Resposta

  
 WhatsApp