“Cerca de 86% das pessoas que tem coronavírus não são identificadas”, afirma  secretário-executivo do Ministério da Saúde

Durante coletiva do Ministério da Saúde com a atualização dos dados de coronavírus, o  secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou que, de cada 100 pacientes, somente 14 são identificadas.Nesta terça-feira, o número de casos confirmados subiu para 2.201.

“Cerca de 86% das pessoas que tem coronavírus não são identificadas. Isso ocorre no mundo inteiro”, afirmou.
Ele explicou que o ministério trabalha com um índice baseado na evolução de outros países de um acréscimo no número de dados confirmados de 33% por dia. “Isso significa que a cada três dias, teríamos o número de casos dobrado”, afirma. 

Isso, segundo Gabbardo, tem acontecido. Porém, afirmou que o Brasil tem ficado “geralmente” abaixo dos 33%, de modo que a curva de crescimento está dentro da nossa expectativa. 

“O Brasil não é o país que tem a maior variação de casos dos 10 países mais acometidos. Estamos abaixo da média entre os países. O crescimento de casos está dentro da expectativa”, disse o secretário-executivo.

Gabbardo ainda afirmou que o Brasil está preparado e que o Governo Federal vai aumentar o número de leitos de UTI e ressaltou a importância do SUS. “Ele é organizado, ele é robusto e está preparado para enfrentar essas adversidades”.

Ampliação de testes

Ainda durante a coletiva, o O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, apresentou a estratégia do Ministério da Saúde para ampliar os testes de coronavírus. Serão dois tipos: RT-PCR, que detecta o vírus na amostra, e teste rápido de sorologia, que verificam a resposta do organismo ao vírus. “Estamos com a estratégia combinada, que vai permitir ganhar escala”, garantiu.

O ministério definiu a aplicação dos testes em profissionais de saúde e de segurança, além da verificação dos casos graves e óbitos. Um novo protocolo está sendo definido para testar os casos mais leves nos postos de saúde ou unidades volantes. A ideia é utilizar a estratégia para cidades com mais de 500 mil habitantes e pode ser uma ferramenta, por exemplo, para conter surtos, isolando os pacientes infectados pelo Covid-19. 

Nos próximos três meses, ainda, o Ministério da Saúde irá ampliar a Rede Sentinela de Vigilância de Síndrome Gripal, que monitora a doença no país. A expectativa é que o número de estabelecimentos que fazem a coleta de amostras para vigilância aumente de 168 para 500 unidades em todos os estados.  As ações visam garantir resposta adequada à emergência.

  • Com informações do Ministério da Saúde.

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