Casos de coronavírus no mundo passam de 1 milhão e número de óbitos supera os 50 mil

O número de infectados por coronavírus em todo o mundo passou de 1 milhão nesta quinta-feira (2), de acordo os dados da Universidade de John Hopkins (Estados Unidos). Da mesma forma, a quantidade de mortes subiu para 51.485. Já o número de pacientes curados chegou a 208.949.

Os Estados Unidos se tornou, de longe, o local com maior número de infecções do mundo, com um total de 236 mil pessoas afetadas. Somente na quarta-feira (1º), houve mais de 25.200 casos registrados. No mesmo dia, o país registrou um novo recorde diário de mortes: 884. O número total de óbitos chegou a 5.648.

Uma das mais recentes vítimas do novo coronavírus nos Estados Unidos foi um bebê de seis semanas, no Connecticut. “Os testes deram resultado positivo para o novo coronavírus. “Acreditamos que foi um dos mais novos do mundo a morrer de complicações devido à Covid-19”, disse o governador Ned Lamont no Twitter.

Nesta quinta-feira (2), o número de mortos pelo coronavírus na Espanha superou a marca de 10 mil após um recorde de 950 mortes nas últimas 24 horas. O total de casos registrou alta de cerca de 8% em relação a esta quarta-feira, indo para 110.238, disse o governo. O número de mortes alcançou 10.003, aumentando em pouco mais de 10%, taxa similar registrada no dia anterior. Mais de seis mil pessoas estão em cuidados intensivos.

Recentemente, a Alemanha chegou a 84.600 casos, superando a China (82.432), epicentro do coronavírus. Em seguida, está a França (59.929), Irã (50.468) e Reino Unido (34.164).

Japão está “no limite” no combate ao coronavírus, dizem autoridades

O Japão está com dificuldade para conter o avanço do coronavírus e à beira de uma crise, disseram autoridades nesta quarta-feira (1º), aventando a hipótese de interdições de emergência. O país computa 2.200 casos do coronavírus e 66 mortes, números relativamente modestos comparados aos dos Estados Unidos, da China e de algumas partes da Europa.

Novas infecções estão aparecendo incessantemente – nesta quarta-feira, foram relatadas 105, 65 delas em Tokyo, onde os casos são acompanhados atentamente porque uma elevação ali aumenta a pressão para que o governo adote medidas drásticas. 

O primeiro-ministro está sendo pressionado pelo público para declarar estado de emergência, o que permitiria às autoridades impor interdições e restringir a circulação, mas de forma voluntária, e não obrigatória.

Quarentena provoca redução drástica da poluição na Índia

O governo indiano determinou, na semana passada, três semanas de confinamento obrigatório no país, que tem mais de 1,3 bilhão de habitantes. No entanto, uma semana depois, os efeitos são sentidos em outra área relevante para a saúde e o bem-estar da população: os níveis de poluição caíram drasticamente.

A Índia é um dos países do mundo onde mais se sentem os efeitos nefastos da poluição atmosférica. Em 2019, 21 das 30 cidades mais poluídas do mundo eram indianas e, em novembro passado, foi declarada emergência de saúde pública devido aos perigosos níveis de poluição em Nova Delhi.

Agora, as medidas impostas no país para conter o novo coronavírus parecem ter resultado na resolução, ainda que temporária, de um problema premente da poluição na Índia. Na semana passada, diante da ameaça do covid-19, o governo indiano decretou quarentena de três semanas em todo o país para travar a propagação do vírus.

Mesmo com toda a dificuldade e problemas de manter em casa um país de 1,3 bilhão de habitantes, a resposta ao covid-19 parece ter efeitos colaterais nos níveis de poluição no país, como aconteceu na China e Europa.

Com todas as fábricas, lojas e locais de culto fechados, além da suspensão dos transportes públicos e dos trabalhos de construção, as principais cidades indianas registaram quedas acentuadas e sem precedentes na poluição em menos de uma semana.

Foi registrada queda acentuada nos níveis de partículas PM2.5: entre 20 e 27 de março, houve uma diminuição de 71% nessas partículas altamente prejudiciais à saúde humana em Nova Delhi, de 91 microgramas de partículas por metro cúbico para apenas 26 microgramas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o máximo deve ser de 25 microgramas.

Também o dióxido de azoto caiu 71% na capital indiana, de 52 por metro cúbico para 15 partículas durante o mesmo período. Níveis semelhantes de diminuição da poluição foram registados em outras cidades como Mumbai, Chennai, Calcutá e Bangalore.

“Não vejo um céu tão azul em Delhi há dez anos”, disse Jyoti Pande Lavakare, representante de uma organização ambientalista indiana, a Care for Aid, em declarações à CNN.

Cientistas chineses anunciam descoberta contra covid-19

Porém, uma boa notícia: um grupo de cientistas chineses isolou vários anticorpos que considera “extremamente eficientes” para impedir a capacidade do novo coronavírus de entrar nas células, o que pode ser útil tanto para tratar quanto para prevenir a covid-19.

Atualmente, não existe tratamento comprovadamente eficaz para a doença, que surgiu na China e está se proliferando pelo mundo na forma de uma pandemia que já infectou mais de 850 mil pessoas e matou 42 mil.

Zhang Linqi, da Universidade Tsinghua, de Pequim, disse que um remédio feito com anticorpos como os que sua equipe descobriu poderia ser usado de forma mais eficaz do que as abordagens atuais, incluindo o que ele chamou de tratamentos “limítrofes”, como o plasma. O plasma contém anticorpos, mas é limitado pelo tipo de sangue.

No início de janeiro, a equipe de Zhang e um grupo do 3º Hospital Popular de Shenzhen começaram a analisar anticorpos do sangue colhido de pacientes recuperados da covid-19, isolando 206 anticorpos monoclonais que mostraram o que ele descreveu como uma capacidade “forte” de se ligar às proteínas do vírus.

Depois eles realizaram outro teste para ver se conseguiam de fato impedir que o vírus entrasse nas células, disse ele em entrevista à Reuters.

Entre os cerca de 20 anticorpos testados, quatro conseguiram bloquear a entrada viral, e desses dois foram “imensamente bons” para fazê-lo, disse Zhang.

Agora a equipe se dedica a identificar os anticorpos mais poderosos e possivelmente combiná-los para mitigar o risco de o novo coronavírus sofrer uma mutação.

Se tudo der certo, desenvolvedores interessados poderiam produzi-los em massa para testes, primeiro em animais e futuramente em humanos.

O grupo fez uma parceria com uma empresa de biotecnologia sino-norte-americana, a Brii Biosciences, na tentativa de “apresentar diversos candidatos para uma intervenção profilática e terapêutica”, de acordo com um comunicado da Brii.

“A importância dos anticorpos foi provada no mundo da medicina há décadas”, afirmou Zhang. “Eles podem ser usados para o tratamento de câncer, doenças autoimunes e doenças infecciosas”.

Os anticorpos não são uma vacina, mas existe a possibilidade de aplicá-los em pessoas do grupo de risco, com o objetivo de impedir que contraiam a covid-19.

Normalmente não transcorrem menos de dois anos para um remédio sequer obter aprovação para uso em pacientes, mas a pandemia de covid-19 acelera os processos, disse ele, e etapas que antes seriam realizadas sequencialmente agora estão sendo feitas em paralelo.

  • Com informações de Agência Brasil e Reuters

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