Caso Rafael: polícia contesta carta de mãe sobre supostos autores do crime

Uma carta da mãe do menino Rafael Mateus Winques, encontrado morto em maio no município de Planalto, gerou uma nova polêmica em torno da investigação do caso. Alexandra Dougokenski, acusada de matar o próprio filho e ocultar o seu cadáver, escreveu um texto no qual supostamente revela quem seriam os autores do crime.

Com mais de 100 páginas, a carta – endereçada ao filho mais velho, foi escrita pela acusada no período em que esteve presa. Ela foi entregue à Defensoria Pública – responsável pela defesa da mãe – no dia 1º de julho, quarta-feira, pelo seu ex-defensor, o advogado Jean Severo.

Em entrevista à Rádio Sulbrasileira, Severo afirmou que seriam dois envolvidos. Questionados se eles haviam um parentesco com a família ou algum tipo de envolvimento com a mãe ou Rafael, o advogado preferiu não responder. “É um documento rico em detalhes”, garante.

Severo abandonou o caso após a mãe assumir, em depoimento à Polícia Civil, que havia matado o filho. No entanto, ele afirma que há a possibilidade de retornar ao caso. “Estamos avaliando. De repente sim.”

“Não há fundamento na história que ela conta”

Na manhã desta segunda-feira (6), o delegado de polícia de Planalto, Ercilio Raulileu Carletti, foi questionado sobre a carta durante o programa Alô Comunidade. Explicou ao apresentador Renato Bueno que a versão escrita pela mãe de Rafael não bate com os fatos revelados durante a investigação.

“Não há fundamento algum na história que ela conta. A Alexandra agiu sozinha. Está muito claro no inquérito policial”, garante.

De acordo com o delegado, as duas pessoas citadas pela acusada sequer estavam no município de Planalto na época do crime, fato confirmado por meio de álibis. “Foi confirmado através de depoimentos e realizadas provas técnicas. inclusive, na primeira pessoa, essa pessoa que ela indica como autor do crime foi exaustivamente investigada e não há a menor possibilidade de ela estar em Planalto.”

Para Carletti, a carta seria uma forma de autodefesa para dar uma explicação ao outro filho sobre o caso. “Como a mãe vai admitir para o filho que matou o outro irmão?”

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