Caso de mulher que desapareceu em São Luiz Gonzaga completa 1 ano sem solução

No dia 23 de julho de 2019, Nalita dos Santos Schorr, 32 anos, desapareceu em São Luiz Gonzaga . A ocorrência foi registrada pela filha no dia seguinte. “Quando tomei conhecimento do fato estava em um evento sobre violência doméstica do Condemulher. Começamos a trabalhar imediatamente”, recorda a delegada Tanea Regina Bratz, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de São Luiz Gonzaga.

Um ano e um mês depois, a localização e o que de fato aconteceu com Nalita segue uma incógnita. “Todas as informações que chegavam nós averiguamos. Contamos com apoio incessante do Corpo de Bombeiros para efetuar buscas. Fizemos todas as perícias, desde luminol (reagente utilizado para encontrar vestígios de sangue), extração de dados de celular, quebra de sigilo bancário; todas essas diligências foram realizadas. Algumas ainda estão com respostas pendentes”, explica Tanea.

No mês passado, as deliberações foram encaminhadas ao Poder Judiciário. Segundo a delegada, o inquérito não foi concluído e “é preciso deixar isso bem claro”. O encaminhamento para outros órgãos da justiça e segurança tem o objetivo de buscar um novo olhar sobre o caso. “Como humano somos, podemos ter deixado passar alguma diligência que poderia ser viável”, esclarece.

A Polícia Civil trabalha com três hipóteses para o caso: homicídio, suicídio ou desaparecimento espontâneo (uma fuga). “Temos uma linha predominante, mas não descartamos as outras e continuamos a investigar e trabalhar em cima dessas diligências que ainda estão com resultado pendente. Se você me perguntar se ela ainda está viva, eu acho difícil, mas enquanto não temos a materialidade – um corpo que efetivamente prove que ela está morta – há esperança”, destacou Tanea.

Fonte: Rádio São Luiz

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