Autoridades estaduais e federais deflagraram investigações sobre desvios do auxílio emergencial

Procuradoria da República e a Polícia Federal de Santo Ângelo estão investigando possíveis fraudes envolvendo o Auxilio Emergencial do governo Federal na região Noroeste.
Agora, autoridades estaduais e federais deflagraram investigações sobre desvios de finalidade na concessão de auxilio emergencial que já atingiram pelo menos 602 pessoas no Rio Grande do Sul. A averiguação está no início, e o número final de inquéritos deverá ser maior.
Essa primeira leva de suspeitas é checada pelas polícias Civil e Federal e pelo Ministério Público Federal, em âmbito criminal. Mas outros órgãos devem realizar auditorias administrativas. É o caso do Tribunal de Contas do Estado (TCE) e do Tribunal de Contas da União (TCU), que miram possível favorecimento irregular de servidores públicos.
Na região, como exemplo Ijuí, a Polícia Civil já identificou pelo menos 35 pessoas que tiveram suas identidades usadas por uma quadrilha, que transferiu os valores dos benefícios para o Rio de Janeiro. O dinheiro foi usado, em parte, para pagar boletos.
Todo esse material está sob averiguação do procurador da República Osmar Veronese, que atua em 37 municípios da região de Santo Ângelo. Só em Santo Ângelo, pelo menos 10 cidadãos são investigados por burlarem critérios do auxílio emergencial, mas as suspeitas são muito maiores.
Segundo o procurador, pela média de informes que até a sede do Ministério Púbico Federal em Santo Ângelo, só na região suspeitamos que possa ter ocorrido saque indevido por 30 mil pessoas. Frisou que não terá condições de analisar tudo, mas que fará filtragem dos casos mais graves e cruzara dados obtidos em cartórios, prefeituras e com a Caixa Econômica Federal.
A ideia de Veronese, é chamar todos os casos comprovados e propor uma transação penal que evite processo judicial, com destaque para prestação de serviços comunitários. Outra proposta é que o infrator pague, por exemplo, multa de até cinco salários mínimos (quase nove vezes o valor do benefício recebido).
Conforme Osmar Veronese, o Ministério Público Federal não padronizou as investigações que são tocadas no Estado. Alguns procuradores já começaram a triar suspeitas, outros aguardam dados dos tribunais de Contas. Na região de Espumoso e Tapera, pelo menos 200 pessoas estão sob suspeita, embora ainda não se saiba quantos inquéritos serão abertos. Em Vacaria, 20 pessoas estão na mira e em Bento Gonçalves, o Ministério Público Federal também abriu expediente, mas não revela o número de suspeitos.

Fonte: Grupo Sepé
Redação :Sulbrasileira

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