“A perícia foi sensacional para ela”, afirma advogado de mãe acusada de matar o próprio filho

Em entrevista à Rádio Sulbrasileira na conclusão da reprodução simulada dos fatos do Caso Rafael, o advogado Jean Severo, responsável pela defesa de Alexandra Dougokenski, falou sobre o resultado dos trabalhos da perícia criminal.

“A reconstituição foi sensacional para ela. Ela esclareceu tudo. Não se fugou a nada”, afirmou.

Para ele, a tese da defesa, de que a mãe matou o filho por acidente, “está mais do que clara”. “A defesa tem certeza de que foi homicídio culposo.”

Questionado pelo repórter Renato Bueno, Severo afirmou que a corda foi amarrada no tórax do adolescente e e subiu para o seu pescoço.

“Ela conseguiu arrastar o boneco, se sacrificou, passou mal, desmaiou, mas conseguiu vencer essa etapa muito importante que vai determinar que é homicídio culposo”, defendeu.

Durante a reconstituição, policiais foram vistos carregando o boneco no lugar de Alexandra. Questionado, o advogado explicou.

Houve uma situação que ela veio mal acomodada e nós pedimos à magistrada para voltar com a Polícia Civil. Ela não tinha forças. Essa mulher tirou forças não sei da onde para terminar o trabalho de hoje que é fundamental para a nossa tese defensiva.

Severo disse que a acusada teria passado mal pois não ela não vinha comendo há vários dias. “Ninguém sabe disso. Vem sofrendo e sendo linchada. Tem que aceitar que existe tragédia.”

No final da entrevista com a emissora, o advogado afirmou que vai agora resta aguardar os laudos que, segundo ele, “não existem no processo”.

A reconstituição durou mais de três horas. Durante a diligência, a acusada teve que recriar os fatos que ocorreram na data do crime, desde a briga com o filho, o momento em que deu a ele o medicamento, até a ocultação de cadáver.

Peritos da 4ª Coordenadoria Regional de Perícias, que realizaram a perícia de local de crime quando o corpo foi descoberto, também voltaram ao local para participar do trabalho.

De acordo com o Instituto-Geral de Perícias, o laudo que aponta a causa da morte, leva em conta os resultados de outras perícias, como as de toxicologia, que indicam se houve a ingestão de medicamentos, conforme relatado pela mãe da criança.

“Todos os vestígios conversam entre si e convergem pro mesmo caminho, que é o da verdade. É uma prova técnica e científica” esclarece Marguet Mittmann, diretora do Departamento de Perícias do Interior.

Confira a entrevista feita pelo repórter Renato Bueno:

https://www.facebook.com/watch/?v=341895896804689

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