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Levantamento indica que Panambi não está infestado com o Aedes aegypti

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Um total de 305 municípios do estado realizou no último mês o quarto Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) e o Levantamento de Índice Amostral (LIA) do ano. A análise aconteceu nas cidades que estavam infestadas pelo mosquito. Pelo método, 93 cidades do Estado possuem infestação em situação de alerta ou risco alto, o que representa que ao menos 1% dos imóveis vistoriados apresentava focos de larvas do inseto, que é o transmissor da dengue, zika e chikungunya.


Cento e oitenta e duas cidades gaúchas não são consideradas infestadas pelo Aedes e, por isso, não realizam o LIRAa. Entre as que realizaram o levantamento, 212 dentre os quais Panambi com índice de 0,9% apresentaram índice satisfatório, quando é inferior a 1%. Por outro lado, 84 foram consideradas em situação de alerta (índice entre 1% e 3,9%). Outras nove tiveram índice superior a 3,9%, considerado de risco alto. Estão concentrados no Norte e Noroeste do estado. São eles: Ajuricaba, Garruchos, Nonoai, Santo Antônio das Missões, Santo Cristo, São Borja, São Nicolau, Três de Maio e Vista Gaúcha. Nove cidades com infestação não apresentaram os resultados do LIRAa.
Nas duas primeiras versões do método, realizadas no primeiro semestre do ano, os índices estavam em situação pior. No primeiro, eram 93 municípios em situação de alerta e 65 em risco alto, enquanto na segunda edição passaram a 105 e 33, respectivamente. No terceiro, realizado no inverno, os registros baixaram, o que é esperado já que a circulação do Aedes reduz em virtude da queda das temperaturas, chegando assim a apenas 21 municípios em alerta e nenhum como risco alto.
A transmissão da dengue, zika e chikungunya ocorre pela picada do Aedes aegypti. A responsável pelo setor de epidemiologia da Secretaria municipal da Saúde de Panambi, enfermeira Vânia Piaia de Abreu, destaca que o baixo registro de casos não deve ser visto como desmobilização. “Temos que nos preparar para o verão e prevenir que não tenhamos surtos dessas doenças”, salientou.
O mosquito tem em média menos de 1 centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada. Por isso, o cuidado para evitar a sua proliferação busca eliminar esses possíveis criadouros, impedindo o nascimento do inseto. Entre as medidas, recomenda-se:
– Tampar caixas d’água, tonéis e latões;
– Guardar garrafas vazias viradas para baixo;
– Guardar pneus sob abrigos;
– Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia;
– Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises;
– Manter lixeiras fechadas;
– Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

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