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Justiça mantém júri do caso Bernardo em Três Passos

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A 1ª Câmara Criminal de Porto Alegre decidiu, nesta quarta-feira (7), manter o júri dos réus acusados pela morte de Bernardo Boldrini em Três Passos. O pedido de transferência para a capital havia sido feito pela juíza de direito Sucilene Engler Werle, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca da cidade .Cabe recurso.
Entre as alegações, a juíza disse que considera a estrutura do Foro de Três Passos modesta para receber um júri de grande proporção. Segundo ela, o Salão do Júri da cidade comporta 50 pessoas. Além disso, afirmou entender a medida como necessária para garantir o interesse da ordem pública, a imparcialidade do júri e a segurança pessoal dos acusados.
“Não há como identificar se algum dos possíveis jurados, que serão sorteados na sessão plenária, não participou das manifestações anteriormente realizadas na cidade; não tenha se manifestado nas redes sociais sobre o fato ou que tenha algum vínculo com as pessoas ouvidas na fase inquisitorial e processual, o que causa a dúvida sobre a imparcialidade do júri”, destacou a magistrada.
Ainda não há data definida para o julgamento.
O caso comoveu o país há quatro anos. Segundo a investigação, Bernardo foi morto com uma superdosagem da medicação midazolam, aplicada pela madrasta Graciele Ugulini. Evandro Wirganovicz e Edelvânia Wirganovicz, irmã de Evandro, ajudaram a enterrar o corpo da criança em Frederico Westphalen, a 80 km de Três Passos, onde a família vivia.
Leandro Boldrini, pai da criança, chegou a notificar a polícia falsamente sobre o desaparecimento do filho. O corpo foi encontrado 10 dias depois da morte, envolto em um saco plástico, onde havia sido enterrado.
O processo é extenso – são 39 volumes e 8.190 páginas. Mais de 50 testemunhas foram ouvidas no período.
Os jurados decidirão se os réus são culpados ou inocentes dos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Boldrini e Graciele), triplamente qualificado (Edelvânia) e duplamente qualificado (Evandro), além de ocultação de cadáver. Boldrini também responde por falsidade ideológica.

Fonte: G1

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